Os opositores do procedimento apontam que, quando um óvulo humano tratado é implantado no útero de uma mulher, um bebê clonado nascerá nove meses depois. Biologicamente, o bebê é uma réplica genética do doador. Quando o doador do núcleo e do óvulo é a mesma mulher, o processo é conhecido como auto-clonagem (que foi alcançada por Woo Suk Hwang). 

A clonagem é frequentemente confundida com outros avanços na biomedicina e na bioengenharia – como a seleção genética. Ele não pode – por si só – ser usado para produzir seres humanos perfeitos ou selecionar sexo ou outras características. Portanto, alguns dos argumentos contra a clonagem são ilusórios ou alimentados pela ignorância. 

É verdade, porém, que a clonagem, usada em conjunto com outras biotecnologias, levanta sérias questões bioéticas. Cenários assustadores de humanos cultivados em laboratórios sinistros como fontes de partes do corpo sobressalentes, bebês projetados, raças mestras ou escravos sexuais genéticos – anteriormente preservados por filmes de ficção científica B – invadiram o discurso dominante. 

Ainda assim, a clonagem toca nos medos e esperanças mais básicos da humanidade. Invoca os dilemas éticos e morais mais intratáveis. Como resultado inevitável, o debate geralmente é mais apaixonado do que informado. Jocross Amil em João Pessoa

Comments are closed.

Post Navigation